Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial geoturístico e proposta de leitura do seu geopatrimônio por meio da interpretação ambiental
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Tipo: periódico

Título: Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial geoturístico e proposta de leitura do seu geopatrimônio por meio da interpretação ambiental

Autor(es): Lilian Carla Moreira Bento                                                                                         

Periódico: Tourism and Karst Areas             Volume: 7           Número: 1/2           Páginas: 61-62           Ano: 2014

Palavras-chave:
Patrimônio natural abiótico      Interpretação ambiental      Unidades de conservação.                                                                             

Resumo: A criação de unidades de conservação é um recurso legal voltado à proteção do meio ambiente como um todo; entretanto, na realidade, o que se percebe é a valorização da biodiversidade em detrimento da geodiversidade. O Parque Estadual do Ibitipoca (PEI) é uma unidade de uso integral localizada na Zona da Mata de Minas Gerais, num domínio geológico-geomorfológico em que a litologia associada ao relevo acidentado proporcionou um riquíssimo potencial turístico. Potencial esse que surpreende pela beleza e diversidade da geodiversidade, destacando-se as cavernas em quartzitos, praias fluviais, quedas d’água, mirantes, pontes naturais etc. Toda essa abundância natural compreende um cenário propício ao entendimento de aspectos ligados à evolução do planeta Terra; porém, não existe nenhum projeto de cunho educativo e/ou interpretativo voltado a essa temática no parque. Essa condição foi o que nos levou, entre outros, ao objetivo principal dessa pesquisa: possibilitar, por meio da interpretação ambiental, o entendimento dos aspectos geológicos e geomorfológicos de uma unidade de conservação do Estado de Minas Gerais: Parque Estadual do Ibitipoca, visando à valorização e divulgação do seu geopatrimônio. Para atingir esse objetivo efetuou-se, em linhas gerais, revisão bibliográfica pertinente ao tema a partir de quatro eixos principais (i- geodiversidade, geopatrimônio, geoconservação e geoturismo; ii- caracterização da área de estudo, iii- interpretação ambiental e iv- geoparques); trabalhos de campo na área de estudo com realização do inventário, georreferenciamento e registro fotográfico dos atrativos de base abiótica e, por fim, trabalhos de gabinete para correlacionar os dados primários com os secundários e elaborar os mapas, perfis topográficos e painéis interpretativos. A partir desta metodologia depreende-se que o PEI compreende uma região elevada topograficamente no Planalto de Andrelândia, com paisagens típicas de rochas quartzíticas, as quais, mediante processos geológicos e geomorfológicos pretéritos e atuais, formaram feições de grande beleza e valor, abarcando o geopatrimônio lá existente. A existência desse geopatrimônio é um dos pilares do geoturismo, prática turística que busca aliar à contemplação dessa vertente da natureza um viés educativo, através de meios interpretativos. Apesar do seu potencial geoturístico, esse parque carece de programas educativos e interpretativos, esta sendo, aliás, uma das demandas sinalizadas pelos turistas em pesquisas anteriores. Diante disso, um dos resultados desta pesquisa foram os painéis interpretativos elaborados para os geossítios de maior valor educativo e turístico, selecionados mediante metodologias qualitativas e numéricas. Posto seu potencial geoturístico, entre outros atributos como infraestrutura consolidada e ser o parque estadual mais visitado em Minas Gerais, considerou-se plausível analisar as possibilidades do PEI em integrar a Rede de Geoparques da UNESCO. Entretanto, ainda é longo o caminho a ser trilhado nesse sentido, mostrando que é preciso muito mais do que beleza ou diversidade geológica ou geomorfológica, é necessário aliar conservação e desenvolvimento econômico, de forma sustentável, respeitando a identidade local e demais atributos geográficos da área, possibilitando uma visita que revele o caráter sistêmico do meio ambiente. A partir desta tese foram gerados resultados apresentados na forma de artigos e painéis, os quais, espera-se, possam influenciar, direta ou indiretamente, no entendimento e disseminação do conceito e importância do geopatrimônio, em específico do Parque Estadual do Ibitipoca

Referência em formato ABNT:
BENTO, Lilian Carla Moreira. Parque Estadual do Ibitipoca/MG: potencial geoturístico e proposta de leitura do seu geopatrimônio por meio da interpretação ambiental. Tourism and Karst Areas, Campinas (SP), v. 7, n. 1/2, p. 61-62, 2014.


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